Sem rumo, meio sem jeito. Eu me sinto dependente de muita coisa, principalmente dos meus pais. Perto deles em qualquer lugar eu estou segura. Diferente disso eu me sinto meio perdida.
Não entendo como as pessoas conseguem me aturar, pois eu sou muito bipolar, sou geminiana típica, daquelas que uma hora está nas nuvens e noutra lá no fundo do poço.
Não consigo controlar minha ansiedade, meu nervosismo. Há muita coisa que me faz mal, porém muita coisa que me faça bem. Como a dança, o movimento, a música. Não consigo ficar parada um minuto.
Sou agitada.
Sou estourada.
Sou falante.
Mas também sou calma. Calada.
Dentro de mim existem várias mulheres, cada qual com sua face, com seu jeito. Não duas caras, muito menos falsa! Mas cheia de personalidade, e até meio perdida entre tantas.
Volto a dizer que não entendo como é que as pessoas conseguem conviver comigo, por que eu sou muito irritante.
Levo meus conceitos para todos os lugares, e sou fiel a eles. Sou metida. Se vejo algo errado já meto a boca pra tentar ajudar.
Me perco nos meus pensamentos, e quando isso acontece, eu me calo. Viajo dentro da minha cabeça. Sem rumo, meio sem jeito.
Sabe que as vezes isso é bom? Ser meio bagunçada, ter tantas dentro de si. É bom sim. Sei lá, de certa forma, sendo assim eu me destaco em alguns lugares. Mas as vezes cansa. Parece que nada ta certo, que nada ta bom, e que eu estrago tudo. As vezes eu me sinto sozinha, com um vazio no peito.
Aí é só colocar música, me deixar solta que tudo melhora. A música é um remédio único na minha vida, nada faria sentido se ela não estivesse presente. Eu sou dependente dela, principalmente dela.
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