Era uma quarta-feira qualquer de um ano qualquer. Estávamos todos felizes com as últimas coisas que andaram acontecendo em nossas vidas. Coisas boas, alto astral. O sinal tocou e o intervalo começou. Estávamos cansados, esgotados. Mas o melhor ainda estava por chegar. Era isso que me dava vontade pra continuar.
Alguns risos a toa, algumas borboletas no estômago e um dedo sempre sobre o celular. Tempo que não passa!
Umas aulas a mais ou a menos não fariam diferença, afinal eu estava completamente fora de foco. O meu foco era um só e era pra esse que eu estava prestando atenção. Esse momento tão esperado que me fez criar milhares de borboletas no estômago estava por chegar.
Eu não imaginava surpresa alguma, apenas esperava alguma coisa boa. Afinal, o que mais poderia vir de você a não ser coisa boa?
Quanto mais eu olhava pro relógio, menos o tempo passava. Quanto mais ansiosa eu ficava, menos eu prestava atenção na aula. E a manhã foi mais ou menos assim. Alguns risos, um tirando sarro com o outro e essa ansiedade que me corrompia. Mas finalmente, depois de passar 5 quartas-feiras num mesmo dia (sim, porque essa quarta-feira não acabava nunca) o sinal tocou. E foi aquela correria toda pelos corredores. Em cada lugar eu tentava achar um pouco de você, mas ainda não era o momento.
Depois de alguns minutos as borboletas voltaram. Era hora de saber o que de tão importante você queria comigo. Era hora de terminar com esse nervosismo todo, essa bagunça na minha cabeça. E isso aconteceu quando você apareceu. E sumiu de uma vez com todo esse mistério. Foi quando veio e me abraçou. Olhou no meu olho daquela forma intensa que só você sabe. Pegou na minha mão bem firme e sorriu. E foi esse sorriso sincero e lindo que só você sabe dar que confirmou tudo o que tinha que ser dito. Foi desse jeito meio sem jeito que as coisas ficaram resolvidas.
Era uma quarta-feira qualquer...
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