Meu celular inesperadamente começou a tocar, eram mensagens. E o toque era Equalize. Meu inconsciente fez querer que fossem tuas, mas não eram. Era uma amiga falando sobre as suas aventuras, sobre os seus romances. E eu? Feliz por ela, abatida por mim.
Queria voltar a sentir aquela coisa boa sabe? Não que eu esteja mal, triste. Apenas carente, com saudade.
Fico lembrando dos momentos que tivemos e sempre lembro de alguma música no meio disso, é meio inevitável.
Ontem quando passava pela sua cidade meio sem querer cheguei no lugar onde nos víamos. Foi meio estranho, meio vazio. Uma sensação de falta. Aquela cena, aquele lugar, tava incompleto. Faltava você lá.
É estranho imaginar que as coisas possam ser assim, é estranho até tentar acreditar. Estávamos bem. E daí o destino puxa o nosso tapete e tudo se perde.
Não fico preocupada comigo, mas sim com você. Eu tenho esse problema de me preocupar mais com os outros do que comigo própria, sempre foi assim e eu acho que sempre será.
As vezes dá uma saudade. Hoje deu. Saudade de ouvir tua voz. Sentir teu cheiro. Falar com você, saber como está. Te tocar... Enfim.
É inevitável isso, pois eu ainda não me acostumei. Daqui uns dias passa. Enquanto não passa eu fico aqui vivendo de nostalgia e desejos. E sabe que me fazem bem?
Você sempre me fez bem, e até agora me faz.
Fico me perguntando porque foi assim e me pergunto também se o destino ainda reserva alguma coisa pra nós. Tento não ouvir o meu inconsciente, mas ele diz que sim.
No fundo eu vou te equalizar, numa frequência que só a gente sabe. Pois eu te transformei em canções pra poder te gravar em mim.
E se por ventura tu se preocupar comigo, não fica com isso aí pra ti. Ou fala, ou poem fora. Lembra que eu to sempre bem, porque eu sou forte e eu não desisto fácil do que me faz bem. Lembra também que essa imperfeita e idiota no fundo te ama, e te ama muito.
E eu acho que eu gosto mesmo de você bem do jeito que você é.

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