Mônica fantasiava tudo que via e ouvia (e muitas vezes, até o que lia.). Pra ela não bastava estar escrito que as coisas funcionavam desta ou daquela maneira, ela ia lá e fazia bem diferente. Ela nunca estava satisfeita com a vida, e fazia de tudo para que apimentasse as situações cada vez mais.
Isso era um lado positivo/negativo de Mônica, ela era inovadora, não gostava das situações como eram, queria sempre tudo melhor e mais detalhado. Porém o lado negativo, era que ela sempre ficava com pulgas e mais pulgas atrás da orelha quando a situação envolvia a desconfiança que tinha com o seu namorado.
Joaquim era um menino muito querido e sonhador. Estava o tempo todo ocupado, cheio de compromissos e deveres a cumprir. Pouco tempo tinha para Mônica que já namorava a quase 1 ano.
Mesmo tendo pouco tempo para passar com sua namorada, Joaquim nunca a desrespeitou quando estavam longe um do outro. Ele sempre colocava ela em primeiro lugar, (coisa que ela nem imaginava). Ele respeitava ela, e ela desconfiava dele.
Mônica nunca teve razões para desconfiar de Joaquim, mas pelo fato de ela já ter sofrido outras vezes, qualquer palavra mal dita poderia ter inúmeros sentidos na sua cabeça. Ela gostava de ouvir as histórias pós viagens de Joaquim, porém achava que ele nunca contava tudo para ela. Ela gostava de saber dos mínimos detalhes - até os mais sórdidos - mas era o jeito dela de ser. Mônica sempre foi assim, meio curiosa e detalhista. Se uma cena fosse descrita pra ela em meias palavras, ela estudava a fundo para saber se era realmente isso que aconteceria.
O problema disso tudo foi ela levar essa curiosidade demais para o seu relacionamento, afinal, eles eram um lindo casal, e estavam a bastante tempo juntos (já falei a quanto tempo.).
Mônica possuía uma imaginação muito fértil e tinha a mania de querer saber de tudo o tempo todo (acho que sobre isso também já foi dito). As vezes, não por desconfiança, mas por curiosidade mesmo, ela invadia a privacidade do namorado e fuxicava as redes sociais dele. E era aí que a confusão começava.
Tudo o que Mônica lia era motivo de fazer com que seu inconsciente misturasse, bagunçasse e inventasse coisas. Joaquim nunca desrespeitou-a, mas as vezes ela lia conversas dele com os amigos que a deixava fula da vida.
Um dia ela leu algo que a deixou muito chateada, e com razão foi logo tirar satisfação. Queria saber o porquê daquilo tudo. Queria saber porque ele mentiu pra ela. Queria saber porque ele falava sobre aquilo com seus amigos. Mas ela sabia que esse era o jeito garoto de ser de Joaquim, e que foi sendo assim, "o pegador", "o brincalhão", "o amigão", que ele a conquistou.
Nesse dia, Mônica quase perdeu a razão e brigou com Joaquim. Mas ela não esperava que tudo não passava, de novo, e de novo e de novo, de paranoias da sua louca e tumultuada imaginação.
Joaquim explicou tudo, até se "rebaixou" dizendo que não era o garoto certo para ela, que era muito meninão e que ela merecia algo melhor (mesmo ele sendo o melhor). Deixou tudo tão claro quanto água de praia limpinha e cristalina... Depois de ouvir a verdadeira história, e ver que tudo não passava de loucuras de sua imaginação besta, Mônica quase morreu de tanta vergonha.
Não é por mal que Mônica era assim. Seu coração já estava tão machucado, que ela só não queria sofrer novamente. Acho na verdade, que ela sempre vai ser assim, curiosa e inventora de bichos papões, e ele também, o garoto popular que brinca com todo mundo, mas que no fundo, tem um grande e bom coração...
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